sábado, 8 de dezembro de 2012

Josué 14 - A herança de Calebe

O capítulo 14 serve como um prefácio do relato da divisão das terras entre as 12 tribos de Israel. Duas tribos e meia, a saber, as tribos de Gade, Rúben e metade da tribo de Manassés já tinham recebido por herança as terras conquistadas além do Rio Jordão (Nm 32:31-33). Porém, as outras nove tribos e meia deveriam receber sua herança do outro lado do Jordão mediante sorteio, conforme foi instruído por Moisés.

Mais adiante (v. 4) é explicado o fato da tribo de Levi não ter recebido herança, mas apenas cidades onde deveriam morar no meio das outras tribos. Em seu lugar, os dois filhos de José foram contados separadamente como sendo duas tribos, a fim de refazer um total de 12 tribos. Assim, não existe uma tribo de José, mas sim as tribos de seus filhos Manassés e Efraim. No decorrer do relato bíblico os nomes das doze tribos mudam, mas o número sempre é em 12.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Josué 11, 12 e 13

O capítulo 11 registra o impressionante relato da medida desesperada do rei Jabim, de Hazor, que enviou mensageiros a vários outros reis da região para que unissem forças com o intuito de derrotar Josué e o povo de Israel. O historiados Flávio Josefo diz que a quantidade de guerreiros inimigos era "trezentos mil soldados armados, dez mil cavaleiros e vinte mil carros" (Antiguidades, v.i.18). (CBASD, vol. 2. Pág. 227). Talvez devido a esta grande quantidade de guerreiros foi necessário Deus afirmar novamente a Josué que ele alcançaria a vitória (Js 11:6), pois "O SENHOR os entregou nas mãos de Israel" (Js 11:8).

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Josué 10 - As vitórias de Josué. O dia longo.

Esta é a primeira vez que a cidade de Jerusalém é citada na Bíblia. Ao que tudo indica, ela é a mesma Jerusalém dos dias atuais. Não há certeza quanto à origem do seu nome, mas é quase certo que o final do nome signifique "paz" (CBASD vol. 2, pág. 218).

O rei de Jerusalém convocou outros quatro reis para que o ajudassem a destruir o povo de Gibeão (v. 3-5). Os gibeonitas pediram ajuda a Josué, que foi imediatamente em seu auxílio. Deus confirmou a Josué que ele venceria as batalhas, pois o Senhor já havia determinado a derrota daqueles povos (v. 8).

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Josué 9 - A estratégia dos gibeonitas

As constantes vitórias do povo de Israel na conquista de Canaã estavam gerando muitas notícias que repercutiam causando medo entre os povos daquela terra. Eles então fizeram um pacto de se unirem para enfrentas os filhos de Israel (v. 1-2).

Porém, dentre os povos que participaram da confederação estavam os heveus (v. 1 e 7), que eram os moradores das montanhas de Gibeão (v. 3), tiveram como certa a sua destruição e, temendo pela própria vida, usaram o engano para alcançar da parte de Josué uma promessa de conservação da sua vida. Eles se fingiram de embaixadores de uma terra distante que haviam ouvido a fama de Israel e para lá teriam ido fazer uma aliança. Eles sabiam que O Senhor havia dado a terra de Canaã a Israel, por isso fingiram ser viajantes de longe. Os israelitas tinham permissão de fazer as pazes com os povos de cidades longínquas, mas não com as sete nações cananeias que viviam perto deles (Dt 7:1, 2; 20:10-15).

domingo, 28 de outubro de 2012

Josué 8 - A vitória sobre Ai

No capítulo 7 é relatado o pecado de Acã e o senso de autoconfiança dos espias de Josué que sugeriram que Israel fosse à guerra levando uma pequena quantidade de guerreiros contra Ai. A derrota para Ai causou um grande desânimo e tristeza para Josué.

Agora Deus dá ordens a Josué e o reanima, dizendo que ele não deveria temer. Além disso, Deus ordena que ele leve consigo "toda a gente de guerra" (v. 1), diferentemente do conselho dado pelos espias. Diferentemente no caso de Jericó, desta vez Deus permitiu que o povo tomasse os despojos para si. O próprio Deus instruiu Josué a respeito da estratégia de guerra para a tomada de Ai (v. 2). Muitas vezes nós cometemos o mesmo erro que Israel cometeu: tentar obter sucesso em seus empreendimentos sem procurar saber se aquele é realmente a vontade de Deus.

sábado, 27 de outubro de 2012

Josué 7 - O pecado de Acã e a oportunidade perdida

Deus tinha determinado que o povo não deveria tomar nenhuma coisa de tudo o que havia em Jericó pois a cidade estava condenada (Js 6:17-18). Porém, um homem chamado Acã cobiçou e levou consigo uma capa babilônica (que era um artigo caro, geralmente usado por reis), além de ouro e prata.

Sem saber do fato, Josué enviou homens para espionarem a cidade de Ai. Os espias voltaram e disseram a Josué que não era necessário levar muitos homens, mas apenas uns dois ou três mil. Segundo Josué 8:25 a população de Ai era de 12 mil habitantes. Os espias estavam tão confiantes devido à vitória em Jericó que acabaram ficando arrogantes e esqueceram que foi Deus quem lhes deu a vitória. Mas como Deus não estava na batalha com os guerreiros israelitas eles acabaram derrotados e fugiram dos guerreiros de Ai (v. 4-5). Josué rasgou as suas vestes ao ver que os seus guerreiros tinham sido derrotados.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Josué 6 - A destruição de Jericó

Um primeiro ponto que chama atenção no capítulo: no verso 2 Deus diz que entregou a cidade de Jericó nas mãos de Josué, ou seja, a destruição da cidade não foi uma obra humana, mas divina.

A estratégia da tomada da cidade também não foi uma estratégia bélica, baseada em armas e guerreiros, mas foi uma estratégia onde a presença de Deus, representada por meio da Arca da Aliança, servia para mostrar que a batalha pertencia ao Senhor e não ao homem. A quantidade de dias em que o povo rodearia a cidade servia para que os filhos de Israel desenvolvessem fé na obra que Deus iria realizar. "Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó" (Hb 11:30).